A LEI DA SEMEADURA E RECIPROCIDADE

Por Pr Alex Oliveira

Muito se ouve falar da conhecida  “Lei da Semeadura” (falei um pouco dela em um artigo > Clique Aqui para Ler <).

No artigo referido acima eu disse que : “Lei, no sentido cientifico, é uma regra que descreve um fenômeno que ocorre com regularidade. É uma hipótese geralmente simples, mas, de abrangência geral que, sendo exaustivamente confrontada, testada e validada frente a um amplo e diverso conjunto de fatos, dá-lhes sempre sentido cronológico, lógico e causal, e por tal recebe um título “honorífico” que a destaca entre as demais, o título de lei”.

Leis, neste sentido, não podem ser quebradas, pois seus efeitos são “certos, lógicos e causal”. Toda vez que agirmos em conformidade com estas Leis o resultado será o mesmo; e toda vez que agirmos em des-conformidade com elas o resultado também será o mesmo. Explico:

“O que o homem plantar, isto colherá” (Gálatas 6.7).

“Pelo fruto se conhece a árvore. Colhem-se, porventura, figo dos abrolhos?” (Mateus 7.16).

“O que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará” (2 Coríntios 9.6).

Para complementar, o Salmo 126 nos dá a entender que o que semeia… Com certeza colherá.

Entendemos, portanto, pela lei da semeadura que: O que se planta é o que se colhe; a qualidade do que se planta é a qualidade do que se colhe e à medida que se colhe é exatamente a mesma medida que se plantou!

Pois bem, existe, outra grande LEI que está totalmente relacionada com a anterior; na verdade, as duas andam de mãos dadas, mas possuem alguma distinção; é a “Lei da Reciprocidade”. Sobre esta vamos meditar! Embora a Bíblia não chame de Lei da Reciprocidade (eu que dei o nome… rsrs), seu conteúdo, como proponho, foi nítidamente ensinado pelo nosso Senhor Jesus.

Foi em meio ao contexto do revolucionário Sermão da Montanha que o Mestre começou a ensinar a realidade e os efeitos da Lei da Reciprocidade. No capitulo 7 do evangelho de Mateus, Jesus, começa a explicar uma série de situações de “causa e efeito”:

– “Não julgueis, e não serão julgados”

– “Cuidado com o tipo e a severidade do julgamento aos outros, pois eles retornaram para você na mesma medida”.

– “Aquele que pede, é porque tem a necessidade de receber”

– “O que busca, o faz na esperança de encontrar”

– “O que bate, na esperança de que alguém abra a porta”

– “Qual o pai que o filho lhe pedindo pão, lhe dará uma Cobra?”

E por fim, Jesus finaliza (versículo 12) com maestria, nos deixando uma pérola parecida com o novo velho mandamento (Amar a Deus… e ao próximo como a ti mesmo):

Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também vós, porque esta é a Lei e os profetas”.

Na verdade Jesus resume espetacularmente todos os mandamentos de Deus e nos dá o segredo para o bem estar de todos os seres humanos:

1º – Ama a Deus mais que tudo.

2º – Ama o teu próximo como a ti mesmo.

3º – Faça com/para as pessoas aquilo que você quer que elas te façam.

Não há vida sem relacionamento (vice versa); e não há relacionamento sem RECIPROCIDADE  e CUMPLICIDADE. Não há!!

E a palavra de Deus nos ensina a tomar a dianteira: “Faça antes para depois receber; Plante antes para depois colher”.

RECIPROCIDADE ENTRE OS SERES HUMANOS

Existem pessoas que, como diz o ditado popular, só querem: Vem a nós, vosso reino nada! Não pensam nos outros como extensão de si mesmos; não pensam na felicidade dos outros como a extensão da felicidade de si mesmos!

Escutei um grande pastor contando que uma vez um irmãozinho da sua Igreja havia ficado doente e, neste período ninguém fora visitá-lo, fato pelo qual havia ficado triste e fora reclamar com este pastor. Este pastor, conhecendo sua ovelha lhe disse:

– Quando você não estava doente quantas pessoas você foi visitar? A quantos você estendeu a mão?

Nem preciso falar né?

Querer receber aquilo que você não fez é querer colher o que não se plantou!!

Aquilo que nós fizermos (plantarmos) tenderá a retornar a nós, pois é a Lei da Semeadura. E o que deixarmos de fazer aos outros não podemos exigir que os outros nos façam (Lei da Reciprocidade).

RECIPROCIDADE ENTRE OS HOMENS E DEUS

Foi por causa da Lei da Semeadura que Deus disse, por meio do profeta Malaquias: “Provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as Janelas do Céus e derramar benção sem medida” (Ml 3.10).

Em relação a Lei da Reciprocidade, com Deus é a mesma coisa, tem que haver Reciprocidade e Cumplicidade no relacionamento com o PAI, e não só: “Vem a nós…”.

Houve uma pessoa que não sabia ou ignorou estas duas grandes Leis, Saul, o primeiro Rei de Israel. Vejamos:

Disse ele então: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel; e volta comigo, para que adore ao SENHOR teu Deus”. 1 Samuel 15:30

Quem conhece a história sabe que Saul queria receber para si aquilo que não havia feito para com os outros (especialmente com Deus); queria honra, mas não queria honrar; queria obediência, mas não queria obedecer.

E VOCÊ??

Tem levado em conta, em seus relacionamentos e em sua vida, as Lei da Semeadura e da Reciprocidade??

Não diga que você não precisa ou não vai precisar dos outros, pois não sabemos o dia de amanhã – Aqui a LEI da RECIPROCIDADE se esbarra na LEI da SEMEADURA, pois assim como devemos plantar o que queremos colher, devemos antecipar em fazer aos outros o que queremos que os outros nos façam!!

Esta é a Grande Lei!

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5 respostas para A LEI DA SEMEADURA E RECIPROCIDADE

  1. Nobre pastor Alex
    Paz – nem muito de menos, nem, pouco demais.
    Pela ausência, imaginei-te lenda
    Que bem hajas, bem como tua bela família.
    Que tens feito?
    Quanto à lei da semeadura, pena admitir a inerrância bíblica em At 20:30 e que as santas palavras, “ipso facto”, não haveriam de passar. Disse lá o apóstolo das gentes, aos presbíteros (pastores) reunidos em Mileto: Dentre vós mesmos, surgirão alguns que com palavras de perversão, arrastarão atrás de si, uma multidão de crédulos desacautelados e desavisados.
    À época, conhecedor da obediência dos irmãos e instado por revelações do Espírito Santo quanto à ambição dos que estariam servindo a seu próprio ventre e enganando o coração dos incautos (Rm l6:18), aquele íntegro homem de Deus, já em libação, reafirmou sua probidade e honradez no relato, à pena, do Evangelista Dr. Lucas: “DE NINGUÉM COBICEI PRATA, NEM OURO, NEM VESTES e minhas mãos serviram tão somente para o meu ministério e para aqueles que estavam comigo”(At 20:33,34).
    Eu prefiro não me ocupar com a lei e seus significados nos âmbitos científico e jurídico, quando o termo aventado é SEMEADURA. Torno discutível a instituição de uma lei (norma jurídica de observância obrigatória, sob pena de sanção) ou de um termo que a substitua ou compare, para aquilatarmos ou mesmo mensurarmos resultados de uma colheita. Da mesma forma é discutível associarmos tais resultados ao postulado por Isaac Newton, se em termos de colheita, o agricultor ou semeador depende, além das intempéries, das mutações do solo (morfologia), do seu rendimento e da sobrevivência da sua exploração.
    Leio e releio a Parábola do Semeador e não percebo analogia entre seu conteúdo e a esquisita (apócrifa?) ”Lei da Semeadura, mormente essa, a hodierna criada por aqueles tais pastores revelados a Paulo que estão por ai a perverter os incautos e a servir seus próprios ventres, enganando os corações dos crédulos, infelizmente cegos espirituais – chamam-nos “charlatões da prosperidade“. Você colhe o que você planta; dizem, mas não é bem assim. Você precisa de adubos, substratos orgânicos, fertilizantes, etc… o que os vendilhões do templo chamam de fé para justificar a qualidade da sua colheita.
    Irmaozão Alex,
    Quanto à recíproca convido-te a ler meus mais recentes artigos, atentando para os de título GENTALHA! GENTALHA! GENTALHA! – DELIRIUM TREMENS ou SE DIRIGIR, NÃO BEBA – CORRUPÇÃO NO MEIO EVANGÉLICO.
    Bom voltar a ler-te.
    Alberto Filho

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  2. OLÁ…
    DEUS É CONTIGO,MEUS IRMÃOS…

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  3. Graça e Paz!

    Justamente o que procurava, eu entendi agora vou praticar afinal o prudente é o que pratica

    gostaria de saber se o irmão tem algum estudo sobre ser diligente..

    um abraço

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    • Olá Fabiano, a paz!

      Que bom tê-lo aqui no blog. Obrigado pelo seu comentário; espero que retornes!

      Quanto a sua pergunta, receio que não tenho! Mas, afirmo que diligencia, prudencia e zelo são características importantes do verdadeiro adorador e homem/mulher de Deus!

      Caso eu ache algo do tipo, lhe comunico!

      Um abraço!

      Pr Alex.

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