Qual é o propósito da Igreja de Cristo na terra?

Qual é o propósito da IGREJA de CRISTO na terra?

Por Pr Alex Oliveira

Faz-se necessário, nestes dias, repensar, analisar, redescobrir qual o motivo da Igreja na terra. Um dos maiores desafios da Igreja de Cristo, pós-apostólica, na terra foi, e ainda é: Como viver neste mundo, sabendo que não somos dele (mas estamos nele), com paciência, em santidade, sem se contaminar, até o cumprimento da promessa do Senhor, que disse: “Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, pra que onde eu estiver estejais vós também” (João 14.2,3).

De certa forma, esse desafio assemelha e relaciona-se com o desafio pessoal de cada crente: Estar nesse mundo sem se contaminar e sem perder a perspectiva de seu chamado e missão e da promessa do Senhor.


É possível encarar e vencer este desafio pessoal? Sem maiores delongas, digo: Sim, absolutamente! É difícil, mas não impossível! O grande desafio dentro do desafio é admitirmos, primeiramente, que a falha está em nós, em nosso caráter; e não no imperativo, afirmativo ou na constatação de que a palavra de Deus nos assevera: “SEDE separados, santos; pois eu o Senhor sou santo” (Levítico 20.7,8). Entendemos que, apesar destes versículos se referirem a Israel, sob a tutela da Lei; o ser SANTO, não é exclusividade dos Judeus debaixo dela, mas, também, e principalmente, dos que pela fé em Cristo, estão sob a nova aliança no sangue de Cristo, ou seja, os que estão debaixo da GRAÇA.  Isto, porque, os que vivem pela/na Graça de Deus, são habitados pelo Espírito Santo, o mesmo que convence dos pecados. Que ajuda nas fraquezas. Que vivifica. Que regenera e que ensina; enfim, aquele que CAPACITA e SANTIFICA o crente em Jesus.

A grande dificuldade, talvez, resida na forma como o mundo esta entranhado em “nós” e “nós” no mundo. O mundo ferozmente quer nos impor sua vontade; e nós, quando não nos submetemos passivos, sucumbimos aos poucos a sua vontade.

Leia a seguir, um texto, um relato que expressa, um pouco, toda essa situação que levantei neste artigo:

Conta-se a estória de Marinheiros corajosos e amantes de sua pátria, que saíram em uma missão especialíssima em águas mui distantes e perigosas. Mas que, devido à periculosidade das águas e dos ventos contrários em que navegavam, naufragaram. Depois de semanas a deriva em alto mar, por fim, aportaram em uma estranha ilha paradisíaca, porém, remotíssima e que tinham como residentes algumas tribos nativas. A primeira vista ficaram atemorizados, receosos em relação aos nativos; mas depois foram “acostumando-se” com os nativos (principalmente com as “nativas”), com seus rituais e modos de se vestirem e de festejarem.

Os nativos, logo receberam como semideuses, os bravos marinheiros, que dispunham de algumas tecnologias desconhecidas daquelas tribos. Não sabendo os nativos donde vinham aquelas “coisas”, reputavam-nas como vindas dos deuses. Na ilha paradisíaca tinha de tudo e mais um pouco; até mais do que eles pensavam ou podiam imaginar; de forma que, ficaram admirados e entusiasmados! Tinham: comida a vontade, as frutas e legumes também; trabalhavam um pouquinho aqui, construíam um pouquinho lá; revolucionaram, mesmo com poucos recursos, o modo de se fazer cabanas e quiosques e ocas. E as tribos ficaram maravilhados!

Os nativos eram muito festeiros; qualquer coisa era motivo para festas, de sorte que, esses “passatempos” ajudavam a suprir a saudade da verdadeira “pátria”, de seus familiares. As nativas, particularmente, eram do que os marinheiros mais gostavam, pois elas eram em maior numero naquela ilha, e cada uma se “doava” à vontade; a moralidade não eram o forte daquelas tribos. Os Bravos marinheiros se “sentiram em casa”. Tinham tudo o que queriam, eram tratados como reis. Contudo, para eles as buscas e o resgate era questão de tempo!

 Tal qual Robinson Crusoé ou Tom Hanks estrelando o famoso filme “O Náufrago”, nos primeiros meses esses marinheiros náufragos, não perdiam a esperança de voltarem para o seu verdadeiro lar, de verem seus familiares e melhores amigos; de contar-lhes como era difícil ficar longe deles e de qual grande era saudade. Porém, diferente dos dois ícones do cinema, os marinheiros estavam em uma situação mais difícil, pois a ilha era extremamente remota, e o resgate, era praticamente “impossível e improvável” aos olhos naturais.

Os anos foram passando e quase todos haviam feito suas cabanas e quiosques. Os quiosques dos marinheiros eram os maiores já vistos pelos nativos, pareciam palácios feitos de areia batida misturados com palhas de coqueiros e outras plantas. Alguns tiveram até filhos; outros queriam mesmo, apenas, curtirem com as nativas. Outros, ainda, se aproximaram dos pagés e chefes de tribo, e junto deles lideraram as tribos; projetaram e levaram a discussão de como melhorar a vida na ilha; criou-se, então, a confederação das tribos, e assim, foram se passando anos e décadas!

E sem se darem conta já tinham feito da ilha o seu novo “Lar”. Devido aos anos, desistiram da esperança do resgate, esqueceram dos seus familiares e amigos que ficaram guardados em uma caixa qualquer, em um lugar qualquer de suas memórias e corações.

A verdade, entretanto, foi que, com o passar das semanas, meses e anos… Eles esqueceram por um lado e acostumaram-se com as benesses da ilha, por outro lado…

Essa estória fictícia, que foi inventada por mim (na falta de uma história verdadeira), expressa, penso eu, em muita coisa a atual situação que muitos crentes e a IGREJA de CRISTO estão passando neste momento. Esqueceram-se dos familiares, amigos e irmãos que foram exemplos de dignidade e perseverança no Senhor, esqueceram-se das promessas do Senhor; acostumaram-se com a terra onde peregrinam, esqueceram-se que não são daqui – São Peregrinos! Como os bravos marinheiros da estória, com o passar dos anos, décadas, séculos… esqueceram-se e desistiram da esperança do resgate, e de uma vez por todas, se envolveram nas coisas desta vida. Nem se quer lembram-se da missão a que foram incumbidos.

O que o mundo, como um “bom anfitrião”, nos fez e nos faz? Abriu e nos abre os braços e nos diz: “Venha e relaxe. Sinta-se em casa (!?)”. E assim, muitos estão!

Não é propósito deste artigo, esmiuçar o tema, devido ao espaço e ao tempo. Mas, sim, para que reflitamos como anda a nossa esperança na promessa, nosso relacionamento com o Senhor, como anda a execução da nossa missão nesta terra onde peregrinamos.

Lembre-se: Missões é um dos propósitos da IGREJA DE CRISTO na terra.

Que o Senhor lhe acenda com o fogo do Espírito Santo, que o mesmo Espírito lhe ensine e lhe convença da sua missão em Cristo. Amém!

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2 respostas para Qual é o propósito da Igreja de Cristo na terra?

  1. ALBERTO COUTO FILHO disse:

    Amado Alex,
    A resposta esperada para identificar o propósito da Igreja neste mundo que sabemos jazer no maligno, me obriga a tagarelar (um pouquinho só) sobre a Ontologia. Preciso, antes de tudo, auto definir-me: Sou uma criatura de Deus, um ser humano. Sou, portanto, um Ser que, enquanto Ser, possui uma natureza comum, inerente a todos da minha espécie; Sou um ser, tornado crente a partir da crença de que fui criado por Deus e, de que Seu Filho, Jesus Cristo, é o meu único e suficiente Salvador. Aqui está, ontologicamente falando, o que eu sou.

    O Novo Testamento me enquadra, a partir do fato de ser um crente, como integrante do povo criado por Deus – a Igreja do Senhor Jesus. Sou, destarte, parte deste corpo e, teologicamente, fui criado para cumprir uma missão neste mundo. Portanto, a Igreja tem um propósito que nos leva a entender a sua finalidade e o porquê da sua criação. Aqui, estou abordando definições teológicas.

    Cabe-nos, como Igreja, não só disseminar o Evangelho; Cumpre a nós, também, como Igreja, esclarecer aos que nos ouvem o que vem a ser o reino dos céus. É propósito da igreja, pregar o Evangelho com o propósito de reconciliar a criatura com o Seu Criador. A Igreja, a partir da “Grande Comissão” foi encarregada de funções específicas (propósito) na terra. Ela tem Ministérios, conforme o “IDE”, em (Mt 28:19,20).

    A Igreja, consequentemente, tornou-se uma Embaixada do reino neste mundo com Ministérios específicos, instituídos mediante as determinações contidas naquela conhecida passagem . Como igreja, somos os embaixadores de Cristo, conforme o relato de Paulo aos Corintos em (2 Co 5:20).
    Estes Ministérios definem o propósito da Igreja de Cristo aqui na terra:

    a) O Ministério da Redenção – Criado para resgatar o homem da sua natureza pecaminosa, buscando relacionar o homem com Deus, através de Jesus Cristo (M c 16: 15-20). O versículo 15 é primacial nesse relacionamento: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”;

    b) O Ministério da Transformação – A glória e a imagem do Pai Eterno é-nos revelada por Cristo, mediante ensinamentos bíblicos (discipulado). O cristão precisa ser educado neste mister no sentido de não conformar-se com os modismos atuais. As passagens (Rm 12:2), (2 Co 3:18) consubstanciam o significado deste Ministério;

    c) O Ministério da Profecia – A ação do Espírito Santo sobre os que possuem o dom de profetizar, testemunha os ditos escatológicos contidos em (At 2:17,18), (Jo 14:26)

    d) O Ministério da Revelação – Este Ministério estará revelando a natureza do Criador, através das atitudes e ações (caráter) de Jesus, conhecidas na sua peregrinação neste mundo. Veja exemplos dados por Seus discípulos em (Mt 5:16), (Fp 2: 14,15);

    e) O Ministério da Reconciliação – Como igreja, devemos buscar a paz entre os homens, através da pregação da Palavra de Deus, diz-nos Paulo em (2Co 5:18,19). Somos pacificadores, conforme (Mt 5:9)

    Vivencie a paz inexcedível de Cristo Jesus
    Seu conservo nEle,
    Alberto Couto Filho

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    • Meu amado irmão Alberto,

      Eu poderia e iria prepara uma resposta ao tema deste Post, visto que seu pequeno comentário é a extensão e, ao mesmo tempo, a resposta deste post, me pouparei do esforço…rsrsrs!! Muito enriqueceu, a sua exposição, este aritgo!! Disse tudo! o que, por ventura restar, é apenas um detalhe!! Agradeço a sua grande contribuição!

      Estarei esperando uma contribuição do nosso amigo e grande Pr Guedes, neste humilde recinto.

      em Cristo,

      Pr Alex Oliveira.

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