Oposição, rejeição e perseguição – Parte I

Oposição, Rejeição, Perseguição

Por Pr. Alex Oliveira

A manifestação, a obra e a vida de Jesus passaram estes três estágios, em seguida e respectivamente, como na ordem do título deste artigo. Apesar de ter poder para tal, Jesus não salvou a todos, não curou a todos. Ele não foi unanimidade, no sentido de que todos o aceitaram. Mas isto se deu, e se dá, pelo fato de que cada um é responsável por sua escolha e segue o caminho que quer. Muitos naquela época, e outros, ainda hoje, decidiram opor-se, rejeitá-lo e persegui-lo.

Reflito se o cristianismo em geral, e nós cristãos, estamos no caminho certo, particularmente aqui no Brasil. Não estou tendo, nem quero ter, uma visão pessimista da vida. Tenho sim, uma visão baseada na palavra de Deus, segundo a bíblia. Analisando ela, vemos que Jesus disse; primeiro: “Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13.14). Ou seja, precisamos ser iguais na virtude, na humildade, no amor, como o Senhor Jesus o foi.

Continuando, Jesus declara: “Não é o discípulo maior do que o mestre, nem o servo mais do que seu senhor”, e ainda: “Basta ao discípulo ser como o seu mestre, e o servo como seu senhor” (Mateus 10.24,25). O contexto desta passagem, ou seja, todo o capítulo 10 do livro de Mateus, fala a respeito da missão dos 12 apóstolos. Podemos, com certeza, declarar que esta passagem refere-se, também, a missão da Igreja de Cristo, pois, é ela que continua e termina a Grande Comissão (Mateus 28.19,20/ Marcos 16.15-18); o versículo 23 do capítulo 10 do livro de Mateus nos dá a entender que, estaremos a percorrer as nações até que se dê a volta do Senhor e Mestre Jesus, fato que só pode ser dado pela Igreja de Cristo pós-apóstolos (os 12). Portanto, é estabelecida, através do contexto, a conexão deste texto, com a Igreja, ainda hoje; e não somente com os 12 apóstolos.

Analisando, então, os dias atuais: muitas pessoas se dizem protestante, evangélicas ou cristãos; contudo, o uso banalizado e indiscriminado do “título”, muitas vezes, traz escândalo ao nome do Senhor, ao evangelho de Cristo. A vida, as palavras e a conduta de alguns que se “intitulam” tais e tais, não condizem com o título genuinamente.  É como o apóstolo Paulo declara em sua epístola aos Romanos: “O nome de Deus é blasfemado entre os gentios, por vossa causa”.

Confesso, sou curioso, a saber, como seria o panorama da Igreja Cristã no Brasil, diante da face da perseguição. Ao dizer isto me lembro de quando entreguei a minha vida ao Senhor Jesus, lembro-me dos livros que um dia eu li: História Eclesiástica, as Catacumbas de Roma, e muitos outros que contavam as historias da igreja primitiva e a vida dos crentes fiéis dos primeiros séculos; Ficava comovido, apreensivo e até atemorizado. Cristãos que eram obrigados a (sobre) viver em catacumbas, “esgotos”, nos túneis abaixo das ruas de Roma; foram crucificados, crucificados de cabeça para baixo, mortos a espada, queimados vivos, torturados, cerrados ao meio (Hebreus 11.33-38), tidos como espetáculo no Coliseu, em Roma. Lançados para lutar com homens e com feras; leões, ursos famintos eram soltos no meio do estádio, rodeados por uma multidão enlouquecida sedentas por verem sangue. Sangue de homens, mulheres e crianças, Cristãos, como eu e você (!?).

Este era o cotidiano dos primeiros Cristãos. Foram passados como em fornalhas, provados como o ouro; e mesmo em face da morte, não amaram as suas vidas, antes a entregaram, por amor a Deus e ao evangelho.

Este panorama durou até que o Império Romano decidiu “amigar-se” com o Cristianismo, no século IV a.D.. De inimigo, de perseguidor; Roma, passou a anfitriã do Cristianismo. Abriu as portas para ele, tornando a religião oficial do Império.

Antes, os Cristãos, quanto mais eram perseguidos, mais cresciam, apesar das mortes, torturas e prisões.

Depois… Não havia mais com o que se preocupar (!?). O Cristianismo crescia de vento em poupa. Todavia, não era o mesmo crescimento de antes, este, era na verdade um inchaço! Pergunto-me, será que não está acontecendo o mesmo hoje? A meu ver, certamente!

Vemos, hoje, morcegos religiosos (ou ao contrário) e ovelhas carrapatos que só desejam sugar sangue; mercantilismo da fé, Igrejas Clube Evangélica. Faço mais uma pergunta: Como viveríamos nós (estou me incluindo) diante do panorama em que viva a Igreja primitiva ou os primeiros cristãos? Como seria, hoje, a realidade dos cristãos e do cristianismo, se tivéssemos que passar pelas mesmas perseguições que a igreja passava nos primeiros séculos da era Cristã? Reflita e deixe sua opinião!!

Este artigo continua na parte II (Clique aqui para ler) não deixe de acompanhar!

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3 respostas para Oposição, rejeição e perseguição – Parte I

  1. Pr. Guedes disse:

    Caro Pr. Alex, a Paz!

    Venho agradecer sua visita ao meu blog e dizer que para sabermos a reação da igreja brasileira em tempos de perseguição, basta vermos o que está sendo ensinado em nossos púlpitos e avaliar a vida dessa igreja quem nem sabe definir Jesus Cristo como 100% Deus e 100% Homem, que não sabe localizar o Livro de Lamentações de jeremias, etc.

    É verdade que não precisa saber as coisas que listei acima para ser salvo ou fiel, mas se realizarmos um “vestibular’ para obreiros, por exemplo, teremos uma grande decepção, haja visto os obreiros serem os mais displicentes no estudo da Palavra e até na oração.

    Basta ver como nos acovardamos frente a questões tão atuais e urgentes, como homossexualismo e aborto…

    Abraço.
    No Amor de Cristo!
    pastorguedes.blogspot.com

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    • Pastor Guedes, é sempre um prazer dar uma passada e uma lida no seu excelente blog. Seja sempre muito bem vindo, no meu modesto blog. Estamos sempre as ordens! Deus o abençõe!!

      em Cristo,

      PR Alex Oliveira.

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  2. andre disse:

    gostei muito do seu trabalho . Parabéns

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