Crônicas de uma Igreja atual – Parte II

Por Pr Alex Oliveira

Esta é a continuação do artigo anterior (clique aqui para ler). No artigo anterior, questionei os conceitos e princípios que há algum tempo tem penetrado na igreja de Cristo (Organização), através da administração secular e técnicas de marketing e publicidade; e como esta realidade se agrava exponencialmente, quando aliada a influencia e manipulação das vontades, por parte da mídia de massa. Veremos aqui a continuação e conclusão do que comecei a falar no primeiro artigo. Veja bem que, não estou ciriticando, simplesmente, os pricípios e conceitos. Critico, sim, a falta de bom senso, os motivos e razões por trás das intenções de homens, mulheres, jovens, pastores, obreiros, ovelhas, que só desejam satisfazer-se ou sugar o sangue, dinheiro (ops!!), vida (Ops! denovo), dos outros.

Os conceitos de eficiência e eficácia, que falamos no artigo anterior, na administração, quando são alcançados por uma empresa, são sinônimos de realização dos objetivos pré-estabelecidos de uma forma correta e sem erros. Isto é um axioma em qualquer organização, sejam elas, com ou sem fins lucrativos. E no que tange a Igreja (Organização), isto também é correto. O grande problema, porém, é quando as pessoas que a freqüentam perdem (algumas já perdeu faz tempo) o senso de necessidade, prioridade e objetivo.

Qual é a intenção, qual é o alvo? Qual é o REAL objetivo por trás das metas, por trás das técnicas, por trás das exigências?

No caso de uma empresa, é o retorno do investimento aos sócios ou investidores do negócio. O lucro é o grande e real objetivo de uma empresa; ainda que, existam outros objetivos anteriores aos lucros, sem os quais, seria impossível alcançá-los; como por exemplo: a venda de mercadoria ou a contratação de pessoal qualificado para a venda da mercadoria.

E a Igreja? Por que têm usado das mesmas técnicas seculares (materiais/humanos), para atingir “supostos” objetivos espirituais? Será que não há alguma coisa de errado? Será que não estamos de alguma maneira, perdendo o foco? Vamos refletir!

Uma das questões que tratei anteriormente foi o fato de nós, seres humanos, termos dificuldade de colocar em ordem nossas prioridades e reais necessidades (Vide artigo anterior); em outras palavras, “colocamos o carro na frente dos bois”. No salmo 23, embora não aparente, temos um vislumbre dessa dificuldade. Davi consciente, ou inconscientemente, percebeu isto, e o escreveu.

Davi reconhece e expressa a sua total dependência de Deus, quando diz: “O Senhor é o meu pastor…”. Não é simplesmente uma frase; é uma constatação. Davi sabia (pois também fora pastor), que as ovelhas não se pastoreiam a si mesmas; elas não sabem se conduzir. Elas precisam de um guia. Portanto, Davi estava reconhecendo, perante Deus, que ele não sabia conduzir-se no mundo de aflições e tribulações em que vivia.

A seguir, o salmista declara, por um lado, o cuidado que um pastor tem que ter com suas ovelhas; e de outro lado, o que é PRIORIDADE para as ovelhas, quando diz: “… nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome”. Que maravilha de declaração e constatação! Será que temos visto essa preocupação por parte dos pastores de hoje em dia? Será que temos visto a busca, a sede, pela real necessidade e prioridade, por parte das ovelhas de hoje em dia?

Davi nos mostra o que é prioridade e necessidade para uma ovelha: Pastos verdejantes (Alimento espiritual/provisão); Águas de descanso (Palavra de Deus/Espírito Santo); refrigério para a alma (Alívio/Descanso/paz); Veredas da Justiça (Evangelho/Retidão/Santidade/caminho dos Justos); Sabemos que quem nos proporciona isto é o Senhor nosso Deus; entretanto, Deus colocou entre o seu rebanho Pastores, Mestres, Apóstolos, etc. Para quê? para conduzir, aqui na terra, este rebanho.

De alguma forma, as palavras citadas por Davi, se conectam, e formam um só sentido para nós, hoje: “Buscai primeiro o reino dos céus e a sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33). Isto e prioridade para nós! Isto é a real necessidade!

O salmista Davi continua: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam”. Ele constata que, de um lado, o Bom Pastor, nunca abandona a sua ovelha, ainda que tenha que encarar a morte de perto (Davi sabia do que estava falando). O cajado do pastor está sempre por perto, em qualquer situação, para consolar. Por outro lado, as ovelhas não têm o que temer, pois depositou a sua confiança em quem é digno desta confiança.

Podemos, hoje, falar isto de alguns pastores e de algumas ovelhas?

Vemos de um lado, dois grandes exemplos a ser seguido por todos nós. De um lado a ovelha, Davi. De outro lado Deus, na figura do Bom Pastor.

Que possamos, muito mais, aprender com os dois!

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