Crônicas de uma Igreja atual – PARTE I

É preocupante, ver o estado em que a Igreja de Cristo, como organização, tem chegado nestes dias. Este artigo é uma crítica a algumas igrejas contemporâneas, que tem deixado se levar por conceitos e princípios seculares; ignorando os apelos do Apóstolo Paulo, em sua epístola aos Romanos capítulo 12, que diz para não nos conformarmos com a mentalidade deste mundo, antes, transformarmos a nós mesmos, pela palavra de Deus.

Além disso, devemos lembrar sempre: Que somos chamados para salgar e iluminar (influenciar) este mundo. O texto é de minha autoria.

 

Crônicas de uma Igreja atual – PARTE I   por Pr Alex Oliveira                  

A igreja, como organização, ao longo do tempo, tem se deixado levar por técnicas humanas – sejam pelos conceitos de Administração secular, seja pela Sociologia ou Psicologia, sejam pelas técnicas de Marketing e Publicidade.

Nós seres humanos sempre tivemos dificuldade de colocar em ordem nossas prioridades (Sei que toda regra, tem exceção); e no que tange a vida espiritual ou vida em igreja, isto também e verdade. Nos dias de hoje, sobretudo, tem se agravado, devido a tais técnicas citadas acima, essa infeliz realidade. Contudo, não estou falando que parte desses conceitos e técnicas não são, em hipótese nenhuma, benéficos. Não estou falando, também, que dentro da igreja, como organização, não pode ou não se encontram, tais princípios; ao contrário… Ainda que de uma forma simples, esses conceitos, naturalmente, encontram-se na igreja, pois ela se trata de uma organização (além de organismo); e quando falamos de organização, há de se falar, necessariamente, em Administração e suas nuances. Da mesma forma, temos a Publicidade. Se quisermos divulgar o evangelho e a nossa Fé – falaremos, de uma forma ou de outra, de Publicidade.

Não estou caindo em contradição, falando mal e ao mesmo tempo, bem. Antes, defendo algo simples; mas que na prática se torna difícil: “O bom senso bíblico”! Precisamos, nestes tempos: ponderar, questionar com base em argumentos biblicos, pesar na balança os motivos e as razões, os benefícios e os malefícios desses conceitos e princípios. Reter o que é bom!

A realidade, contudo, está muito distante disto. Vivemos em uma sociedade em que os meios de comunicação, especialmente a TV, promovem, pelas técnicas de Marketing e Publicidade, o consumismo desenfreado. Eles é que ditam as tendências; há uma nítida manipulação das vontades. As necessidades e prioridades são deixadas de lado, em detrimento do luxo, do supérfluo. Somos levados a adquirir e consumir o que não é necessidade ou prioridade. Infelizmente, essa realidade, essa mentalidade, ‘esse mal’, tem chegado a Igreja.

As ovelhas, de um lado; baseando-se em suas vidas seculares, vivem nas suas vidas espirituais as mesmas expectativas da vida secular; fazem da fé um trampolim para o sucesso e para prosperidade almejada. A frase da moda, hoje, é: “Permaneça onde você se sinta bem”! ou quando algo não lhes agrada, dizem: “Se não me sinto bem, ou se acontece alguma coisa, eu saio mesmo” (há casos, e casos). O nome disso é conveniência! Frases como: “Florescer onde Deus lhe plantou”, não existe mais, ou está fora de ‘moda’; ser “fiel até o fim”? nem se fala! Quase não se prega mais: arrependimento, Santidade. Prega-se muito, sim, a CONVENIÊNCIA! A Igreja, como organização, esta vivendo em sua vida espiritual, o reflexo do que tem vivido, na vida material, secular; ao invés do contrário!

Do outro lado (do púlpito), outrossim, vemos uma realidade tão intrigante quanto à citada acima. Muitos pregadores, pastores, deixaram se levar pelas exigências das ovelhas e da sociedade em geral. Já não está mais em vista a saúde e a segurança das ovelhas, mas sim – como dizem os administradores – A plena “satisfação do cliente”. A ironia fica por conta da palavra “Satisfação”, pois esta, não significa, necessariamente, satisfação da real necessidade, mas sim, da “realização dos desejos”. 

A Igreja (algumas!), hoje, deixou de ser uma organização eclesiástica – reflexo da Igreja de Cristo; para se tornar Igrejas Empresas. Temos a Igreja (empresa) que vende seus produtos (a Fé, Salvação, Motivação, Esperança, Prosperidade, Cd’s e DVD’s, etc.), que tem seus clientes (as Pessoas/frequentadores) que desejam satisfazer-se com produtos, e que paga uma boa grana (Dízimos e Ofertas) por estes produtos.

Os objetivos dessa empresa (igreja?!) é Primeiro: Ser eficiente e eficaz em seus negócios, ou seja, fazer o máximo com menos. No caso da igreja que segue este modelo, o menos, é qualidade. É aquela velha historia: Quantidade x Qualidade! Segundo: A plena satisfação do cliente (ovelha), ainda que ele tenha que ir para o inferno; O importante e que ele esteja satisfeito!

Não estou criticando quem vende seus CD’s ou DVD’s como forma de sustento; ou que é errado dar o dízimo e oferta (Pelo contrário, é bíblico). O que digo é: Com que intuito se faz isto? com que finalidade?

Agora me responda você, leitor deste artigo: Dá pra imaginar a igreja de Cristo, assim?  Onde está as Escrituras Sagradas? A sã Doutrina? O cuidado com as almas? E novamente digo: Onde está o bom senso, no uso de técnicas e Conceitos seculares? Estamos moldando, salgando, iluminando o mundo; ou será que ele é que esta nos moldando, nos tornando insípido?

Não consigo enxergar a igreja de Cristo, seja ela, organização ou organismo, como um laboratório de técnicas administrativas seculares; muito menos sendo uma empresa que comercializa produtos espirituais, os quais satisfazem os nossos desejos, sejam espirituais ou materiais!

Este artigo continua na parte II

 

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4 respostas para Crônicas de uma Igreja atual – PARTE I

  1. Ligia disse:

    Alex passei para parabenizar pelo blog, muitooooooo bom… cadastrei meu e-mail para receber as atualizações. Beijinhos saudades de vcs !!!

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  2. Para vc que gostou deste aritgo, queria indicar um excelente artigo Cinco passos para a queda de grandes ministerios, que foi retirado do site do Pr Guedes. Muito bom!

    em Cristo,

    Pr Alex Oliveira

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  3. Marcos Andre disse:

    Nossa! Vico maravilhado como encontro pessoas que entenderam o que Paulo no ensinava. Hoje realmente temos algo anormal acontecendo! Só que, muitos estão não estão satisfeito com o que Cristo no prometeu e deu ” graça”. Percebo que estão faltando alguns versículos nas pregações de hoje. Paulo quando foi escolido, não ousou colocar outro fundamento no que já havia sido posto. Mas o que vemos hoje e um versículo virá um lindo e grandioso sermão. O qual trabalha o que eles querem dizer ou desabafar, aí sim conseguir a gordura que alimenta o fogo que eles precisam para viver.
    Realmente, concordo com tudo isso que disseste. Sinto falta da própria leitura natural da palavra de Deus, como: hebreus 7 ate 10. Que explica tudo que devemos fazer, abandonar a lei de Moisés, e suas praticas e vivermos na graça com Cristo. É muito mais fácil pregar a lei, onde eles podem falar sobre riquezas do que pregar a graça, que é abrir mão e praticar o amor.

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