QUEM É DEUS PARA VOCÊ?

Antes de tudo, a pergunta não tem a finalidade de saber uma simples e rápida opinião. Proponho uma reflexão um pouco mais profunda!

A mensagem de hoje vai confrontar e desafiar você; Mas, é para um bom objetivo! Também estou certo de que essa mensagem é uma contribuição para transformação da sua vida, se assim você permitir e quiser! Portanto, “quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz…” (Apocalipse 2:7a).

Então, novamente: Quem é Deus pra vc? Pare um pouco, reflita e responda! Tendo feito isso! Com base no que você pensa ou diz isso?

Agora, antes de prosseguirmos, como base para nossa reflexão, gentilmente peço que leia Êxodo 6:3-9.

O nome de alguém na cultura judaica é carregado de significados que, muitas vezes, aponta para a personalidade, aspecto ou virtude de tal pessoa. Portanto, a revelação do nome do Criador ao seu servo Moisés e, através dele ao povo, demonstra o quanto Deus desejava se fazer conhecido pelos homens e como Ele desejava se relacionar com o seu “povo”.

Entretanto, e infelizmente o povo (e a humanidade) pouco se interessou por tal grande honra e privilégio. Então, o que aconteceu foi que eles, apesar de saberem o nome de Deus, não o “conheceram”, e a despeito de terem sido testemunhas oculares de diversas experiências sobrenaturais/milagrosas, isso não cumpriu o seu propósito (Que Deus era poderoso, misericordioso, fiel e ainda assim acessível). Fizeram pouco caso de relacionar-se com Ele e conhecê-lo profundamente (Êxodo 20).

O Curioso é que, os patriarcas, seus ascendentes, não sabiam o nome de Deus, mas, conheciam e se relacionaram com Ele de caminhar e ter experiências com Ele. E esse é ponto mais importante da mensagem. 

> Se relacionar com Deus é ter experiências com Deus! 

> Ter experiências com Deus faz parte do relacionamento com Ele. 

> Palavra/Conhecimento/Experiência e Fé tem que andar juntos! 

> Você deveria buscar/procurar viver experiências com Deus.

Se o que eu disse acima é correto, então, como podemos dizer que conhecemos a Deus e nos relacionamos com Ele, se não convivo com Ele diariamente? Seja sincero, Tem como conhecer alguém de verdade apenas se relacionando virtualmente ou por sites de relacionamento como tem sido bem comum hoje em dia?

As vezes, estamos como ou nos portamos iguais a mulher samaritana com a qual Jesus conversou (João 4:21,22) e os Atenienses, para os quais Paulo disse: “Vos adorais ao que não conhecem“, apesar de serem muito religiosos. (Atos 17:22-31)

A religião rótula Deus. As pessoas dizem muitas coisas sobre o criador. Então, a maioria aprende, crê e vive com base nas experiências dos outros… o Deus de Abraão, de Isaque, de Israel, de José, de Elias, etc.… Alerto, porém, NÃO devemos viver de aparências e das experiências dos outros como se fossem nossa, isso é religiosidade! Deus nunca pretendeu que os filhos ou descendentes de seus servos vivessem a experiência dos pais (ou ascendentes). Deus ordenou que os pais ensinassem e testemunhassem sim de suas experiencias aos seus filhos, mas, com o objetivo de ensina-los sobre Deus e de instiga-los a buscarem da mesma forma o criador. Deus tem experiências particulares, pro fundas e maravilhosas para cada um que de coração busca encontrá-lo.

Mas, para alguns o Senhor é como o “Deus desconhecido”… Aquele que, como Jó, alguns só ouviram falar, mas, não andar (Jó 42). Sem experiência com Ele e, portanto, sem moral alguma para falar Dele.

É importante dizer que se consegue ver a grande diferença na vida, no pensamento, nas atitudes daqueles que conhecem, caminham, crêem e tem experiências verdadeiramente com Deus. Veja por exemplo Elias dizendo (e também Eliseu posteriormente): “Vive o Senhor, em cuja presença estou” (1 Reis 17:1 / 18:15). Palavras ousadas de quem verdadeiramente conhece ao Senhor.

Quando nós entendermos, absorvermos e vivermos o que estamos falando aqui nesse dia, o impacto será tão grande em nós e através de nós, que quando falarmos do Senhor e testemunharmos do que Ele tem feito na nossa vida a alguém, assim faremos como “meu, nossos Deus“. Já não falaremos d’Ele como quem ouviu alguém falar, mas, como quem o conhece, como quem com Ele convive, como quem tem experiências com Ele.

Deus é o Criador, é o Deus de Abraão, de Israel, de Isaque, de Moisés, de Paulo, mas, Ele quer ser conhecido também como o Deus do João, do Joaquim, do Alex, da Maria, etc.

Se estávamos sem esperança alguma antes, Cristo por seu sacrifício nos revelou, nos possibilitou e permitiu não apenas a entrar, viver na presença de Deus, mas, também, ver e dizer do Senhor: O MEU DEUS É PODEROSO, O MEU DEUS FAZ MILAGRES, ELE É O MEU DEUS! 

Então, IRÃO TE PERGUNTAR: COMO VOCÊ SABE DISSO? Então você vai poder dizer: PORQUE EU SOU TESTEMUNHA VIVA E OCULAR DISSO!!

Que essa mensagem lhe inspire a desejar conhecê-lo cada vez mais!

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O QUE VOCÊ TEM EM CASA? COMO PODEMOS HONRAR E GLORIFICAR A DEUS COM O QUE TEMOS E SOMOS?

Por Pr. Alex Oliveira

Antes de tudo, entendo que nós deveríamos espontaneamente, todos os dias, questionar carinhosamente ao Senhor, dizendo: “Deus, como posso trazer glória, honra ao teu nome e te servir com o que tenho e o que sou, hoje?”. Então, em seguida, você deveria oferecer a si mesmo e tudo o que tem para tal objetivo!

Não acredito ser apenas uma questão de ser usado por Deus para um objetivo, mas, de se permitir vivenciar experiências de ser suprido, ao mesmo tempo de ser útil. Essa é, sem dúvida, em minha opinião, uma das mais gratificantes experiências!

Gostaria portanto de compartilhar essa mensagem que creio possa ser referência para a sua vida!

E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos. E Eliseu lhe disse: Que te hei de fazer? Dize-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa…“. (2 Reis 4:1,2)

Além das implicações reais dessa história, podemos também utilizar a mesma como uma metáfora. Eliseu representa ou é a figura do próprio Deus, que tem o poder de fazer algo para mudar as circunstâncias. A mulher, por outro lado, representa o ser humano (eu e você) com todos os seus anseios, problemas e dissabores. Então, desesperada, aflita, a mulher clama por socorro a quem podia fazer algo. Destaco o apelo da mulher para o serviço, temor e fidelidade daquela família ao Senhor.

Eliseu, se dispõe a auxiliar, mas, antes, faz uma questionamento extremamente perspicaz, que cabe a nós também hoje: “O que é que tens em casa?”. Acho muito interessante essa pergunta! Ela não é aleatória ou sem propósito! Deus, através do seu servo, queria ensinar e despertar algo naquela mulher! Mais do que receber a solução para o seu problema, aquela mulher estava sendo incentivada a tomar uma atitude de fé e confiança para que fosse participante do milagre que seria operado. (Coincidência ou não, outra mulher que se viu quase na mesma situação foi a viúva de Sarepta – 1 Reis 17:10-16).

Não que seja sempre assim ou que Deus esteja limitado a agir assim, de forma alguma!! Mas, por vezes Ele escolhe a cooperação dos seus filhos, servos. 

E assim, muitas vezes será na nossa vida (1 Coríntios 3:9). Creio que Deus quer usar a matéria prima, ainda que seja pouca, que temos ou somos. Só é necessário estarmos atentos a direção e estarmos dispostos a apresentar a Ele. Precisamos estar preparados, disponíveis para isso!

Fugindo um pouco da referencia bíblica anterior, mas, encontrando o padrão do que acabei de falar a pouco, na história da vida de José do Egito podemos perceber que, apesar dos pesares, ele sempre estava disposto, disponível e na expectativa de ser útil para fazer a diferença. E não somente isso, ele permaneceu em todo tempo: integro, reto, fiel a Deus e aos seus princípios, diligente. Foi assim que por diversas vezes ele trouxe honra e glória ao nome do seu Deus! Esse talvez fosse “alguns dos segredos”do sempre bem sucedido trabalho desse grande servo de Deus. Então, vemos que o Senhor o honrou por causa da disposição do coração dele. Tudo o que ele fazia, fazia bem e prosperava. O mesmo se pode dizer de Daniel e de muitos outros. (Leia algumas importantes referencias sobre a história de José – Genesis 45:5 / 50:20,21 / Precisamos urgentemente aprender essa lição.

O que todas as pessoas citadas aqui nesta mensagem tem em comum? Todas elas apresentaram o que eram e o que tinham a Deus, para serem úteis. Termino com a citação abaixo, na esperança de que você também se abra e se disponha a ser útil a Deus e aos outros. 

Deixar Deus trabalhar em nossas vidas não diz respeito a só deixarmos de ser quem somos em nossos defeitos, mas, quem devemos ser em virtudes, para que possamos cumprir com excelência a função que estamos destinado no reino de Deus”.

Deus lhe abençoe!

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Sobre Jeová Jiré e as Experiências desafiadoras!

Por Pr. Alex Oliveira

Quero refletir com você sobre esse tema, baseado em Gênesis 21 e 22.

Palavras chaves nessa mensagem: “Enxergar”, “confiar”, “revelação”, “fé”, “extremo”, “provisão“.

A confiança que os fiéis filhos de Deus têm de que Ele sempre proverá o que é necessário conforme o beneplácito da sua vontade, provém da fé que é fruto de um relacionamento e de experiências vivenciadas com Jeová-Jiré. Em outras palavras, as experiência de sermos providos, especialmente nos momentos de maiores dificuldades, fortalecem nossa fé, relacionamento e confiança em Deus. Só quem foi suprido na escassez (seja do que for) sabe do que estou falando. A fé vem pelo ouvir a palavra de Deus, porém, a confiança e o relacionamento são forjados e testados pelas provas a que somos submetidos durante o processo que se chama vida. Se houvesse uma forma mais fácil, talvez fosse o desejável, mas, não, não há outra forma! E é um erro querer ou tentar estabelecer um relacionamento com Deus baseado na aparência, na facilidade ou da boca pra fora, pois isso não será suficiente no(s) dia(s) de adversidade(s). Infelizmente muitos estão agindo dessa maneira!

Concordando com isso, todo o capítulo 22 do livro de Gênesis além de ser histórico e demonstrar o que acabei de dizer, é altamente profético, pois aponta também para um tempo futuro. Incentivo você a pegar ou acessar a sua bíblia para conhecer e refletir mais sobre essa história antes de seguirmos.

O escritor de Hebreus conseguiu perceber e, assim nos informa, que os “grandes homens e mulheres de fé” do Antigo Testamento, conseguiram enxergar, de alguma forma, pela fé, além do seu tempo, a concretização das promessas e o plano de salvação de Deus através do Cristo (Messias) que viria (Hebreus 11:13-40). O próprio Jesus revela aos Judeus que o interpelavam que Abraão havia exultado/comemorado por ter tido a oportunidade de ver o “dia dele” (João 8:52-59). Ou seja, pra dizer o mínimo, Abraão teve um vislumbre, se não uma revelação profético espiritual do “grande dia”. Ah, se pudéssemos passar na essência pela mesma experiência!

Mas, falando um pouco mais especificamente do episódio(Genesis 22). Qual o princípio que nós precisamos aprender aqui? Antes de Abraão vivenciar aquela oportunidade/revelação ele foi levado ao extremo jamais experimentado por ele. Ressalte-se, por oportuno, que ninguém em sã consciência gosta de ser levado ao extremo da fé. Isso porque o extremo é “extremamente” desconfortável e, por vezes, é desesperador do ponto de vista humano. No entanto, essas experiencias são necessárias porque são em meio a elas que a firmeza da nossa fé e confiança em Deus são testadas, forjadas e fortalecidas, como já disse anteriormente. Além disso, essas experiências nos fazem enxergar o que não queremos ou estamos conseguindo enxergar por conta própria.

Se voltamos ao capítulo 21:14-19 (Leia lá) poderemos ver um fato que expressa o que quero dizer.

Agar e Ismael, com a anuência de Deus, se viram levados ao extremo. Resumo: Vagando e perdidos no deserto, sem água para beber, estavam prestes a morrer. Deus ouviu o choro do menino e compadecido enviou um anjo. Agora, o detalhe mais importante encontra-se no versículo 19, onde diz: “E abriu-lhe Deus os olhos, e viu um poço de água; e foi encher o odre de água, e deu de beber ao menino”.

Pergunta: Como que Agar não enxergara antes o poço que praticamente estava quase que a sua frente? E é assim… Seja pelo desespero, ansiedade ou apenas por distração mesmo, o fato é que, às vezes, e muitas coisas, nós não conseguimos enxergar por nós mesmos!

Devemos entender: Primeiro, Deus não quer que continuemos cegos; Segundo, Deus se compadece de nosso choro, fraqueza e necessidade; Terceiro, não é porque Ele tem compaixão que Ele fará exatamente o que e quando queremos; Quarto, Ele quer forjar um relacionamento baseado em uma fé e confiança sólidas e genuínas através de experiências com Ele; Quinto, quase sempre a forma de se realizar isso é nos levando ao extremo!

Então, da mesma forma, e por diversas vezes, Deus levou também seu servo Abraão ao longo da caminhada a níveis de extremos. Entretanto, depois de cumprir a promessa de lhe dar um herdeiro, o Senhor conduziu Abraão ao maior dos testes extremos que teve de encarar: Sacrificar a sua maior benção (Seu filho Isaque).

Abraão sempre demonstrara uma fé incomum até para os mais altos padrões de fé dos homens de Deus. Não é atoa que é conhecido e chamado o pai da fé.

Avaliando o episódio (tente você fazer o mesmo), a mim me parece que Abraão conseguia submeter seus sentimentos e emoções ao governo da confiança e da fé na soberania de Deus. Obviamente ele fica muito aflito, mas, isso não o domina. Ele não se desespera com o pedido de Deus, ao menos não aparentemente; não esperneia, não chora, não bate o pé. Ele segue em frente em direção a orientação do Senhor… não faz assim por ser um homem frio, sem sentimentos, mas, por confiar na essência de Deus, com quem ele já tivera inúmeras experiências (veja Hebreus 11:18).

Um detalhe importante que pode passar despercebido é o versículo 4 do capítulo 22 que diz: “No terceiro dia Abraão avistou o local (do sacrifício) à distância”. Seria essa a visão/revelação do “dia do sacrifício de Cristo” a que Jesus (João 8:52-59) se referia ou apenas uma coincidência?

No capítulo 22:5 Abraão diz aos seus servos, com a certeza de quem confia em um Deus que pode tudo: “Fiquem aqui… enquanto eu e o garoto vamos lá. Nós iremos adorar e depois retornaremos”.

Já Isaque, garoto esperto, “faz as contas” e vê que o resultado não está batendo, pergunta: “Pai, eis o fogo e a lenha, mas, onde está o cordeiro para o sacrifício” (22:7). Pensa na aflição do pai! O que você diria? As escrituras nos ensinam que a boca fala do que o coração está cheio. Do que o coração de Abraão estava cheio para dar a resposta que deu?

Disse: “Deus proverá para si o cordeiro meu filho” (22:8).

Então, os versículos posteriores de forma dramática mostram como Abraão foi conduzido ao mais extremo de sua fé e confiança (vs. 9, 10), para no último instante Deus revelar sua Graça, misericórdia e provisão ao seu servo (vs. 12, 13).

Fato interessante é que Abraão não sabia, mas, Deus já tinha providenciado o cordeiro substitutivo há muito tempo. É provável que aquele carneiro já estivesse por ali ou mesmo já preso no arbusto, mas, acontece que Abraão não tinha enxergado! Assim como Agar (21:14-19), ele só conseguiu enxergar quando a Graça de Deus lho manifestou (22:14). E isso so aconteceu no extremo! Penso: Só os que se dispõem a seguir e persistir até o fim, por mais dolorida que a experiência seja, têm a oportunidade de enxergarem a provisão do Deus que provê!

Abraão profeticamente nomeou o lugar do sacrifício como “Deus proverá”. O verbo utilizado não é conjugado no passado ou presente, mas, no futuro. Sendo profeta (Genesis 20:7), Abraão se referia a providencia futura de Deus, sobre um outro cordeiro, o mesmo que João Batista veio a se referir milhares de anos depois (João 1:29,36 / Apocalipse 5:6-12; 13:8).

Por fim, além de todo o aprendizado que tiramos do espisódio, o mesmo ainda aponta e nos ensina a respeito do sacrifício de Cristo, que foi (e é) o cordeiro de Deus, que se sacrificou e morreu a nossa morte, de forma que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna (João 3:16). E dentre os vários princípios e ensinamento que podemos extrair dessa mensagem, devemos compreender:

Às vezes é preciso ser levado ao extremo para enxergar o que precisamos enxergar! Muitos, porém, não querem, não estão dispostos ou não aguentam seguir em frente sendo forjado por experiências que desafiam nossa fé e confiança em Deus, mas, que nos fazem crescer num nível que não cresceríamos sem as mesmas!

Portanto, não tema as dificuldades e extremos da vida e da fé. E se você está nesse momento passando por uma grande provação, não esmoreça, não se entristeça, Deus está lhe proporcionando a mesma oportunidade que Ele deu a muitos dos seus servos. Então, como Abraão, siga em frente, resoluto e confiante na soberania, graça, misericórdia e provisão de Deus! Ele certamente já providenciou o necessário!

E aí, lembrou de mais alguma história, cujo personagem tenha sido levado ao extremo da fé e que ao final saiu fortalecido e enxergando de forma mais ampla espiritualmente? Deixe o seu comentário!

Que Deus te proporcione visão e compreensão!

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Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas (Ec 7:8)

Por Pr Alex Souza

Antes de tudo lhe convido a ler e refletir sobre o texto bíblico do evangelho de Mateus 14:27-34.

O contexto maior do episódio que levou Pedro, segundo a ótica humana, a viver um dos maiores milagres já registrados, foi a trama que levou João Batista infelizmente à morte.

De acordo com profecia bíblica em Isaías 40:3 e com o evangelho João 1:23 João Batista era: “… a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor”. De acordo com o evangelho de Marcos 1:1,2 ele era aquele que antecederia, prepararia o caminho e os corações de alguns daquela região ao Cristo/Messias que estava chegando.

Então, a morte de João Batista foi um acontecimento, embora provavelmente previsto, crucial. E esse fato teve um impacto de alguma forma em Jesus como homem; tanto que o mestre decide se retirar para um lugar afastado, provavelmente para buscar orientação e fortalecimento espiritual (Mateus 14:3a). (Em tempo: Inevitavelmente isso me faz pensar como nós negligenciamos, nos momentos de maiores necessidades, esses momentos de oração a sós com o Pai. Nem Jesus ignorava a necessidade desses momentos; por que nós assim fazemos?)

Acredito que a partir dali chegara a hora de contar efetivamente com aqueles que escolhera para que tomassem a iniciativa em servir e ir adiante dele (Jesus) para preparar o caminho por onde haveria de ir anunciando o evangelho (Mateus 14:14-16). Conforme versículo 22 Jesus envia os discípulos à sua frente, ao outro lado do mar, enquanto ele iria mais uma vez se afastar para orar (versículo 23).

Foi nesse contexto, diante de um barco, de madrugada, em meio a um mar agitado, com ventos contrários; momentos antes de os discípulos perderem as esperanças, que Jesus aparece soberanamente andando por cima das águas. Penso inevitavelmente, se seria coincidência ou não esse desafio às leis naturais ter acontecido após esses profundos retiros de oração e fortalecimento espiritual de Jesus junto ao Pai. Creio que não!

Então, após Jesus acalmar os discípulos do susto inicial (pensavam estar vendo um fantasma), Pedro indaga ao mestre: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas” (Mateus 14:28). Quanta ousadia!! Podemos pensar de princípio! Sinceramente, quantos de nós teríamos essa coragem?

E aqui reside o cerne de minhas considerações hoje.

A meu ver, não foi difícil para Pedro andar sobre as águas (versículo 29). Suas atitudes eram reflexo e traço marcante de sua personalidade. Ele era naturalmente ousado, impulsivo e um tanto inconsequente; o que, em certas circunstâncias, são características muito boas e importantes. No entanto, avaliando bem a questão, pela ótica das escrituras sagradas, a vida com Deus é muito mais que apenas um ímpeto ou impulso emocional. A vida nesse mundo exige do cristão muito mais do que só essa característica!

De fato, o próprio episódio demonstra isso. Em segundos, toda a ousadia e atitude de Pedro não foram suficientes para levá-lo por si mesmo adiante, onde importava. E esse é um ponto importante! Existe algo que devemos olhar com mais cuidado e aprender com mais profundidade.

Nesse caso, possivelmente existe aqueles que louvam apenas ao impulso e atitude inicial como a grande virtude. Avaliando assim, tendemos a observar apenas a parte do milagre de andar por cima das águas. Porém, precisamos compreender que as experiências e os milagres que, por ventura passamos ou vivemos, não são o objetivo final, ou um fim em si mesmo. Aliás, nada nesse mundo é um fim em si mesmo! Nossa vida cristã deve ir além disso. Quero dizer, tudo têm um propósito e aponta para um objetivo maior – para a Graça e o Amor de Deus Pai e para uma vida transformada, constante e frutífera em Cristo Jesus!

Na esteira desse entendimento, o conselho de Eclesiastes 7:8 é extremamente importante: “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito”. Em outras palavras, na “lógica” das coisas de Deus não é a primeira impressão a que fica ou a que conta, mas, a última. Penso que esse episódio ficou registrado nos evangelhos pelo motivo que estou trazendo esse texto. Não adianta apenas começar, precisamos terminar!

Tenho a impressão que, para muitos, Pedro ficou marcado/rotulado mais por seu “fracasso” do que por sua “ousadia e atitude” (ao menos nesse episódio). Vale lembrar que Jesus repreendeu a “pouca fé” de Pedro (versículo 31), apesar da sua atitude inicial; como dando a entender que a fé dele ainda era uma fé manca, imatura. Mas, creio que não para julgá-lo ou condená-lo, até porque Pedro é apenas o reflexo de nós mesmos – “seres humanos”.

O que fica de mais importante é a lição que devemos aprender: Nunca estacionar, nunca se conformar com uma única virtude; mas, avançar em direção ao aperfeiçoamento, desenvolvimento e amadurecimento. Como o próprio Pedro. A esse ponto Pedro não era uma obra acabada, mas, uma obra em processo (Lucas 22:32).

Bem disse Paulo: “Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:6).

Que permitamos, portanto!

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É hora de aprender a Lição e Voltar!

Por Pr Alex Oliveira

Texto base para leitura: Lucas 15:11-32.

Tenho quase certeza que você já ouviu a história (estória para alguns) do filho pródigo. Seja como for, de certa forma, e em minha opinião, essa é uma história verdadeira, cuja a essência se repete desde que o mundo é mundo. Com a maestria de quem sabia usar as coisas do cotidiano para ensinar, Jesus, aqui em Lucas 15.11 revela a essência do amor de Deus e verdades espirituais profundas.

Bom, presumindo que você conheça a história ou a tenha acabado de ler, de boa vontade e dando o benefício da dúvida, concluo que o filho mais novo (pródigo) era apenas, como é típico da juventude, um tanto inconsequente, intempestivo, sem muita noção da vida. Alguém que não havia se atentado que as coisas nem sempre saem como queremos ou planejamos. Teve que aprender da forma mais dura!

A preocupação de muitos hoje ainda é a mesma: Como lidar com jovens ou pessoas como esse (a)?

E a própria história traz a resposta. Nas circunstâncias corretas, a própria vida os levará e ensinará as lições necessárias. A vida sempre faz isso! A grande questão é: Estão ou estarão atentos e abertos o necessário para aprender e absorver as lições que precisam quando elas se apresentarem?

Qualquer semelhança que você possa notar com os dias atuais pode não ser tão coincidência assim!

Agora, apesar das críticas iniciais que possamos fazer ao moço, devemos admitir que ele tinha atitude, ousadia, motivação/entusiasmo, ideias. Ele apenas esqueceu de considerar Provérbios 16.1, 2, 25.

O Pai, por outro lado, como um sábio ancião, experimentado na vida, não discute. Apenas deixa dois dos maiores professores – A vida e o Tempo –, ensinarem a grande lição que o filho desprezara previamente.

Então, resoluto, ignorando e deixando pra trás os bens mais valiosos, o filho seguiu. Mas, porém, no entanto, entretanto, todavia (rsrsrs… eles sempre aparecem), ao se deparar com a Ilusão do mundo, caiu iludido e encantado, e, sem que se desse conta, esbanjou, desperdiçou e gastou toda a sua efêmera herança. Realidade implacável: O mundo é assim… Parceiro fiel nos prazeres temporários. Está contigo… até que você perca tudo! Depois? Te joga na sarjeta, sem dó nem piedade!

O grande ensinamento de Provérbios 16, diz: “há caminhos que parecem corretos (direitos) aos nossos olhos, mas, no fim, nos farão encontrar com a morte”. Maior problema que estar nesses caminhos é que, na maioria das vezes, só nos damos conta da existência deles como tais, tarde demais. É como aquela armadilha bem escondida, a qual só percebemos a existência e o dano que fazem depois de cair! Infelizmente!

Mas, não para por aqui. Em meio a sua caminhada, o filho pródigo viu o que era ruim tornar-se pior. Diante da fome que assolou o país onde estava vivendo, começou a passar necessidade e chegou a mendigar pão para comer. Viveu entre porcos; e, nem o que os porcos comiam ele pôde comer! Que situação degradante e humilhante!

Mas, como costumo sempre dizer: “Pior que passar por certas situações é permanecer nelas e não aprender com elas!”.

Pois bem, passado algum tempo, algo de bom acontece. A esse respeito a bíblia usa uma expressão interessantíssima: “E, tornando em si…” (Leia no versículo 17). Para alguns pode ser apenas uma frase; mas, na verdade esse é o ponto da virada… O momento, sem o qual, não é possível ninguém mudar, se recuperar, se arrepender, se converter!

Esse… isso… é aquele algo (chame como quiser) que Deus colocou em cada “ser humano”, contra o qual o inimigo luta tanto para cauterizar! Esse nível de consciência, unida a ação do Espírito Santo conforme João 16:8 é fundamental e possibilita ao homem ser restaurado, transformado e salvo.

Aqui digo novamente: O que me chama a atenção no filho moço é a sua atitude. Muitos são homens/mulheres para deixar os caminhos retos, fazer besteira, cometer erros, etc. Mas, não são tão homens/mulheres para admitirem, se conscientizarem, arcar com as consequências e fazer algo pra mudar – Ao contrário do filho pródigo. O mesmo impulso, atitude que fez ele sair da casa, da segurança e da influência do pai, fez ele voltar para os braços dele. Apesar dos pesares, é admirável a atitude e o pensamento final do rapaz.

Todavia, mais admirável e mais comovente é a atitude e pensamento do Pai, o qual, quando vê o filho não esconde a aflição que passara e a alegria de reencontrá-lo. Emocionante!

Talvez, para você, essa seja apenas uma bela estória. Mal sabe você! Isto de fato acontece a todo o instante.

O pai é o Pai Celeste (Deus); e o filho é a humanidade; somos cada um de nós. E tal atitude que o filho pródigo tomou em relação ao seu pai e as consequências que ele viveu de sua atitude, é a que nós tomamos e sofremos, muitas vezes, em relação ao nosso Pai Celestial.

Infelizmente, muitos são semelhantes ao filho em sua primeira atitude, mas não em sua última. A verdade é que não foi o Pai que abandonou o filho (a humanidade); mas, sim, o filho ao Pai.

Contudo, o Pai não deixou (e não deixa) de pensar e afligir-se um dia se quer por causa do(s) filho(s). O Pai está só esperando o filho “cair em si”, e tomar a atitude de retornar para casa. Ele está de braços abertos.

Certamente o Pai Celeste está aguardando para dizer de ti:

Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido e foi achado…” (vs. 24).

Depende de você! Faça comigo essa oração:

“Meu Pai celeste, eu venho a ti pelo sangue de Jesus. Não sou digno de ser chamado de seu filho! Fui rebelde, abandonei sua casa, sua presença… Troquei o que tinha de mais precioso pelas coisas dessa terra. Gastei e deixei tudo o que tinha no mundo no mundo, me perdi completamente. Mas, hoje reconheço, mesmo que forçado pelas circunstâncias, que errei. Me arrependo de tudo! Peço que me perdoes e me aceites em nome de Jesus Cristo. Amém!”

Há quanto tempo eu te esperava, meu filho! (Diz o Senhor).

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A Interessante história de algumas árvores!

Por Pr. Alex Oliveira.

Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo”. (Salmo 19:1-3)

Hoje quero compartilhar uma foto. Mas, não uma foto qualquer. Uma que nos conta uma história.

A bíblia nos motiva a olhar a criação e a natureza, pois elas declaram e anunciam a sabedoria e a glória de Deus. As árvores, por exemplo, são exemplos natos de força e persistência por todas as estações que precisam enfrentar. Agora, algumas vezes, elas se superam, como as imagens abaixo nos mostram.

No momento em que olhei para essa imagem eu soube na mesma hora que ela era especial. Eu percebi, com um pouco de atenção, uma linda história de superação sendo contada ali. Eu pude, então, extrair grandes lições dessa árvore.

Perceba:

1º. É provável que ventos fortes sopraram impiedosamente

2º. Ela se recusou a ficar prostrada e morrer

3º. Ela se curvou

4º. Fortalecida com a força divina, literalmente deu a volta para cima

5º. Por fim, porque persistiu, Floresceu!

Que o exemplo dessas árvores te inspire a seguir em frente!

Então, o que achou? Que lições você consegue extrair dessas lindas imagens? Deixe o seu comentário e compartilhe com alguém que precise superar alguma grande adversidade!

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A LUTA CONTRA A MENTIRA E O ENGANO!

Por Pr. Alex Oliveira

(Base Bíblica no livro de Jeremias 28:1-17)

Vivemos dias, em alguns aspectos, como os dias de Jeremias. Um tempo no qual, mais do que nunca, o errado aparenta ser o certo, o mal se apresenta como o bem, o juízo e a justiça são pervertidos e a inversão de valores é explícita! Essa realidade tem se aplicado cada vez mais, não só ao âmbito espiritual, mas, ao âmbito moral, social, político, etc., e não apenas no Brasil, mas, em todo mundo!

Mas, por que?

Basicamente, em minha opinião, porque tem faltado o entendimento e discernimento ao ser humano e a sociedade em geral (inclusive para alguns cristãos). Veja: Oséias 4:6 e Mateus 22:29.

A pessoa sem conhecimento, entendimento e discernimento é terreno fértil e presa fácil para a mentira e a enganação cujo pai e promotor é o Diabo. De fato, onde reina a mentira e a enganação, o conhecimento, a liberdade e a verdade são suprimidas e a escravidão é certa!

A guerra contra o conhecimento, entendimento e discernimento é desde que o mundo é mundo, e tem sido usada mais recentemente por diversos tipos de pessoas (influenciadores, imprensa, lideres, governantes) com a intenção de manipular e, de certa forma, escravizar os incautos. (Graças a Deus, aqui, nós sempre promovemos e incentivamos o conhecimento, o senso crítico e a busca pelo discernimento).

Cremos que, por mais que haja retaliação e dificuldades, precisamos não só, promover a verdade, o conhecimento/discernimento, mas, também, denunciar a mentira e o engano do mal (essa foi a luta de Jeremias). Para tanto, precisamos conhecer o modus operandi da enganação, de Satanás, que é o mesmo desde o princípio: “A meia verdade”; “a verdade fora do contexto”, a “habilidade de usar algo inocente ou legítimo só que com segundas e malignas intenções”. Não foi isso que ele fez com Eva no Éden? Não foi isso que ele tentou fazer com o Senhor Jesus?

Pelo discernimento que Deus me concedeu eu penso que são três os níveis da operação do engano e mentira:

Nível Superficial = Aqui é onde só se mostra a parte boa, a necessidade legítima, e onde se esconde a todo custo a verdadeira razão, as consequências e a intenção de tudo.

Nível da Motivação = Aqui é onde ainda se “mostra” só os benefícios, promovendo o motivo e a razão para agir/lutar, tendo ainda em vista o nível superficial, embora não se mostra a verdadeira intenção.

Nível da Intenção = Poucos conseguem discernir, mas, para aqueles que conseguem, aqui não há como esconder a verdadeira motivação, razão e intenção por trás da aparência de algo ou de alguém. Alguns acontecimentos, movimentos sociais, lutas, manifestações, matérias da imprensa, palavras, apenas aparentam na superficie serem bons e legítimos; porém, por trás o que se vê é como as coisas são… Malignidade pura! Inversão e perversão de toda ordem que Deus estabeleceu!

Portanto, devemos buscar não apenas o conhecimento, mas, o ato de discernir, ou seja, investigar, se aprofundar, avaliar; ir além do óbvio, não se contentando com a aparência/superficialidade, e fazer tudo isso baseado nas Escrituras Sagradas (a qual nunca podemos perder de vista).

Se por um lado não podemos evitar que surja o engano e quem se usa dele, nós podemos e devemos não nos deixar enganar e ser manipulado!

Nos levantemos então, façamos a nossa parte e peçamos a intervenção do Senhor em nossas vidas, famílias e nação, enquanto há tempo. O resultado da luta que travamos hoje talvez nem seja tanto para nós, mas, para nossos filhos e netos e para as próximas gerações!

E por fim, deixo duas citações importantes que nos servem para reflexão final:

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou” (Paulo, em Galátas 5:1)

“O preço da liberdade é a eterna vigilância” (John Philpot Curran)

Vigiemos, pois!

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SOBRE TUDO O QUE SE DEVE GUARDAR

Por Pr. Alex Oliveira

A experiência de vida e a própria bíblia mostram dois grandes (de vários) cuidados que o homem deve ter: o coração e a mente!

Na antiguidade, devido ao conhecimento limitado da medicina e dos processos do corpo humano, existia a discussão sobre a localização da alma/o centro da vida. Alguns diziam que era o coração; já outros diziam que era o cérebro. Seja como for, e apesar das várias opiniões, em geral, os antigos acreditavam que os sentimentos, as emoções, o intelecto e pensamentos vinham do coração e/ou da mente-cérebro.

(A propósito, hoje sabemos que o cérebro é a base do comportamento humano, a sede de todos os sentimentos, pensamentos e emoções; e que todas as ações/reações do corpo humano visam à sobrevivência, – e elas são comandadas pelo cérebro no “Sistema Límbico”).

Nesse sentido, e influenciado pelo pensamento/conhecimento da época, os escritores bíblicos nos exortaram a cuidar dos nossos sentimentos, emoções e pensamentos. Por isso, Provérbios 4:20-23 declara:

Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo. Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração ( entenda sentimentos, emoções, pensamentos), porque dele procedem as fontes da vida”.

A expressão “sobre tudo” significa: acima de tudo ou em primeiro lugar; e nos mostram como devemos levar a sério e priorizar esse cuidado! Isso porque, em um exame básico da experiência de vida e por inspiração divina, os escritores bíblicos sabiam que as maiores batalhas do ser humano “pós-queda” ocorriam (e mais do que nunca ocorrem) na mente e no coração; pois, expressamos, agimos, falamos e nos comportamos no exterior, conforme do que está cheio/repleto o nosso interior! Senão, vejamos:

O evangelho de Lucas 6:45 diz: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca”.

Já o evangelho de Mateus 15:19 diz: “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”.

Dessa forma, as consequências/resultados de quem não cuida (ou cuida mal) dos seus sentimentos, emoções e pensamentos são facilmente observáveis e identificáveis em suas vidas.

Então, como cuidar da mente e coração efetiva e biblicamente? (medite nas referencias bíblicas abaixo)

1) Romanos 12:2E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”.

Esse texto claramente nos mostra um processo, sem o qual passar, não há como experimentar os níveis e objetivos da vontade de Deus. Primeiro é necessário passar por uma mudança ou renovação de mentalidade/entendimento para que se possa passar por uma transformação geral, para que experimentemos gradativamente os níveis da vontade e revelação de Deus.

2) A experiência que Josué passou com Deus nos serve de exemplo. Ele precisava se esforçar para lutar, mas, sobre tudo, persistir em fixar em seu coração e em sua mente as palavras e mandamentos do Senhor.

Então o Senhor lhe disse em Josué 1:6-9Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou… Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”.

3) Isaías nos dá um segredo: Firmar nossa mente em Cristo, em Deus, através da confiança n’Ele; certamente através de uma vida de oração e meditação na palavra.

Isaías 26:3 diz “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti”.

4) Conforme Salmo 37:8; Mateus 6:15; Romanos 12:21; Efésios 4:26., dentre outras passagens, mantenha seu coração/sentimentos livre de mágoa, ressentimento, raiva, ira, vingança! Entrega e acredite que Deus agirá em tudo com justiça, retribuindo a cada conforme o que fez.

5) O exemplo que Paulo nos dá certamente está entre os melhores.

a) Ele diz em Filipenses 3:13,14Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”.

Paulo fala do seu objetivo espiritual (alcançar ser igual a Cristo). No entanto, podemos aplicar o entendimento desse “segredo” para todas as áreas de nossas vidas. Não devemos nos prender e nem nos martirizar com o passado. O passado não é um bom lugar para se ficar, seja ele bom ou ruim. Ele não te define e nem garante necessariamente o seu futuro. Aprenda a lição e siga em frente na direção do alvo proposto!

b) Já em Filipenses 4:4: “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos…”. Aqui Paulo nos ensina mais um “segredo”. Entenda de uma vez por todas que nada é fácil. É sempre preciso se esforçar de alguma forma! Se regozijar, Se alegrar… Ser grato refere-se muito mais a Atitude do que sentimento! É necessário esforço e intencionalidade para que essa atitude tome conta dos nossos pensamentos, sentimentos e vire hábito.

c) Nos versículos 4-7 “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus”.

A maioria de nós sabe o efeito em longo prazo de uma mente e coração ansiosos e preocupados. Biblicamente falando a ansiedade passa a ser uma escolha, quando entendemos que não precisamos carrega-la ou quando podemos reparti-la. Paulo, portanto, nos ensina a lançar sobre o Senhor nossa ansiedade (veja 1 Pedro 5:7 também), através da oração, porém, nunca esquecendo de ser grato e expressar gratidão por tudo (1 Tessalonicenses 5:18). Então, quando aprendemos a fazer isso, um processo de cura e alívio é desencadeado em nós, e a PAZ de Deus passa habitar nosso coração e mente!

Por fim, Imediatamente após a experiência anterior, somos exortados por Paulo a manter o coração e mente preenchido com pensamentos e sentimentos de virtudes (veja abaixo).

Filipenses 4:8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.

Em resumo, como já disse anteriormente, a experiência de vida e a bíblia nos mostram a importância de cuidar da mente e do coração, para o nosso próprio bem, pois, em tese, seremos os maiores beneficiados ou prejudicados.

Para uma reflexão complementar, sugiro a leitura do livro: “O homem é aquilo que ele pensa” (James Allen), subjugando sempre todo ensino/conhecimento à luz das Sagradas Escrituras.

Que Deus o abençoe!

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AS FESTIVIDADES CRISTÃS PERDERAM O SENTIDO OU A ESSÊNCIA?

Por Pr. Alex Oliveira

A reflexão que proponho hoje e nesse final de ano é bastante pertinente, especialmente, pelas dificuldades, provações, tentações que a humanidade sofreu (e ainda está sofrendo) em 2020. Não pretendo analisar profundamente  e nem esgotar o assunto. Apenas uma reflexão!

Vivemos dias difíceis, eu sei!

Muitos de nós ficamos ou estamos tão desanimados pelos acontecimentos, dificuldades, provações, perdas que ocorreram nesse ano/ciclo que estamos agora, no final de ano, letárgicos. Muitos, quase que sem perceber, têm estado para baixo, a ponto de não terem motivação para celebrar e crer na mudança.

Fato que sutilmente também tem contribuído para este “estado de letargia atual” é o ataque e a deliberada mudança nos elementos e símbolos que muitas festividades tradicionais têm sofrido de muitos anos para cá, de forma que muitos não vêem mais sentido nelas!

Esses ataques e mudança sutis estão desvirtuando a essência, a finalidade e os objetivos das principais e mais conhecidas festividades cristãs. Isso é um alerta!

Precisamos entender, que as principais festividades judaico-cristãs são, claramente, revestidas de significados e objetivos. As mais tradicionais, por exemplo, possuem um sentido pedagógico, ou seja, possuem algo que, sobretudo, devemos aprender e/ou relembrar.  Em geral, e em última análise, essas festas não são um fim em si mesmas, elas apontam  para a Graça, misericórdia, amor, fidelidade e bondade de Deus, o criador, para com seus filhos/criaturas obedientes. Isso é motivo para grande alegria e regozijo.

Tendo isso em vista, devemos perceber que o símbolo, a essência e o significado de cada festividade são, na verdade, a razão delas serem realizadas.

Vejamos de forma básica alguns exemplos:

A Páscoa = É uma festa judaica, instituída e ordenada por Deus; cuja, grande finalidade era celebrar a Graça, fidelidade de Deus, além da libertação da escravidão no Egito, livramento da morte dos primogênitos e a consequente liberdade. Interessante é que a festa deveria ser celebrada perpétuamente, em família, não só como lembrança para os que vivenciaram a experiência, mas como, ensinamento e testemunho para as gerações que não vivenciaram, mas, deveriam conhecer a Graça, fidelidade e bondade de Deus, o criador.

A Festa da Colheita = Sucot é também conhecida como a Festa da Colheita; é o período no qual a produção dos campos, pomares e vinhas é colhida… Semanas e meses de labuta e suor empregados no solo finalmente são recompensados. O fazendeiro sente-se feliz e entusiasmado… Nesta época de tamanho sucesso e fartura material, há perigo do homem esquecer de Deus, seu Criador. Vendo que seu trabalho obtém sucesso e tantas recompensas, ele pode pensar que “meu poder e a força das minhas mãos conseguiram-me toda esta riqueza.” Há também o perigo dele pensar que trabalhar e acumular fortuna é o verdadeiro objetivo da vida, esquecendo-se de que há valores maiores e mais elevados: os espirituais. Para que o judeu não esqueça da verdadeira finalidade na vida, Deus, em Sua infinita sabedoria e bondade, ordenou que deixássemos os lares confortáveis nesta época e habitássemos a frágil sucá por sete dias. (chabad.org.br). Observe o objetivo da festividade.

O Natal = É uma festa cristã, não instituída por Deus, mas, pela Igreja que, porém, que virou tradição em boa parte do mundo. Apesar de estar envolta de diversos questionamentos, é razoável e justificável sua celebração a meu ver. Nessa festividade celebra-se o nascimento de Cristo, a encarnação do verbo, do Emanuel – Deus conosco. O Evangelho de Lucas 2 nos informa, nas palavras do anjo que trouxe a notícia aos pastores: “E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo, pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura”. A notícia e o acontecimento foi muito celebrado pelo que ele representava conforme as palavras do anjo e dos pastores nós mostram. Celebramos hoje, independente da data, o fato e o que ele representa… o Emanuel veio e viveu entre nós… Por que Ele era e é a nossa única esperança! O que seria de nós se Ele não tivesse vindo!

O Ano Novo = Essa não é uma festividade necessariamente cristã… Ela é universal! A importância dela, porém, está justamente no que ela representa!

Uma das invenções, por assim dizer, mais importantes para a humanidade sem dúvida foi a divisão do tempo em ciclos (horas, dias, meses, anos) e todo o aspecto prático e psicológico (positivo) que ela traz. Se não fosse assim, como somos seres limitados físico e materialmente, penso que a impressão que teríamos seria de estar presos eternamente às circunstancias, especialmente as ruins. O fim do ano representa o fim de um ciclo por um lado, e o recomeço de um novo… É o renascer da expectativa de um novo tempo… A esperança de uma mudança… pelo menos psicologicamente! E esse é objetivo, refletir e nos lembrar que, apesar de tudo, vencemos e chegamos ao fim do ciclo. Assim, devemos sacudir a poeira, agradecer a Deus, nos lançar e seguir em frente com alegria, encomendando ao Senhor o futuro de nossas vidas!

Pois bem…

Apesar do ano/ciclo difícil que passamos, fica o apelo para que não deixemos de nos reunir… para lembrar, celebrar… Não deixemos de proporcionar aos nossos filhos e famílias cada elemento e objetivo fundamental dessas festividades. Devemos cuidar, persistir, insistir, para que nessas ocasiões sejam vivenciadas e relembradas a Graça, fidelidade e bondade do Senhor.

Devemos fazer isso não só por tradição ou por ordenança, mas por tudo o que essas Festividades representam e nos fazem lembrar!

 

Clássico não é o velho, clássico é o que é eterno” (Dr. Enéas Carneiro).

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REFLEXÃO QUE TRAZ MUDANÇA

Por Pr Alex Oliveira

Leitura Inicial João 8:1-11 (história da mulher adúltera)

Antes de mais nada, apenas a título de curiosidade… Muitas vezes veremos nos evangelhos expressões como: “Jesus, porém, foi para tal lugar”.  Acho estas expressões muito interessantes, Pois me fazem entender, devido aos acontecimentos que se sucedem, que Jesus nunca ia para um lugar sem propósito! Com Jesus nada é por acaso!

Ao ler o referido texto, muito conhecido por sinal, gostaria que vocês pudessem perceber a forma de agir e o nível profundo de reflexão produzido por Jesus  naquelas pessoas. Jesus não perdia “tempo e nem oportunidade” de produzir uma profunda reflexão nas pessoas. Jesus sabia, e eu acredito, que uma boa e profunda reflexão tem o potencial de possibilitar mudanças e, quiçá, transformar vidas!

E aqui abro um “parênteses”: Já que Jesus não é um super-herói para ser admirado; mas, um exemplo a ser COPIADO ou IMITADO; não deveríamos nós, imitando-o, estar fazendo o mesmo pelos outros? Sim! Inclusive, esse é um dos conselhos de Paulo a Timóteo.

Mas, por que deveríamos nos preocupar em produzir nos outros uma reflexão profunda? Pelos mesmos motivos citados acima!

Voltando ao texto, temos então uma SITUAÇÃO muito complicada: Uma mulher pega em Flagrante adultério; homens raivosos prontos para EXIGIR o cumprimento da Lei, sem perdão ou misericórdia. O que você faria/fará? Como reagiria/reagirá?

Apesar da situação difícil, do pecado incontestável daquela mulher, das más intenções daqueles homens, Jesus consegue cumprir dois grandes objetivos de uma só vez:

Àqueles homens Jesus disse: “Aquele que não tem pecado que seja o primeiro…”. Através dessa profunda Reflexão, o Senhor conseguiu quebrar a resistência, a dureza de coração e a hipocrisia. A consciência deles os obrigou a admitir: “como posso julgar e condenar alguém sendo eu também um transgressor e igualmente passivo de julgamento e condenação?”. Esses homens, ao menos uma vez, foram vencidos pela reflexão e por sua consciência. Talvez, em decorrência disto, tenha havido alguma transformação em seus corações e vida.

À mulher, Jesus diz no versículo 11: “… Vai-te, e não peques mais”. Jesus estava mais preocupado com que aquela mulher “não pecasse mais, do que ela recebesse a sentença de morte sem a oportunidade de receber misericórdia e transformação de vida”. Isto porque, para Jesus, a oportunidade de Salvação, Restauração, Transformação é maior que a Condenação. Isso não quer dizer que Jesus estava sendo conivente com a atitude ou dando àquela mulher licença para continuar na mesma vida e na prática da maldade e do pecado; ao contrário, como disse: “vai-te, e não peques mais”, estava ele dando uma segunda chance, uma oportunidade para transformação. Ademais, a frase de Jesus, implicitamente, é uma advertência sobre os riscos e as consequências de viver uma vida de pecado!

Em relação aquilo que Jesus espera de nós, cabe dizer, que essa Reflexão Profunda não fluirá através de nós se não fluir primeiro em nós; devemos ser alvo dela em primeiro lugar. Porém, essa experiência nós só podemos ter e, por conseguinte, proporcionar aos outros quando nós damos a devida atenção a Palavra de Deus, ao Espírito Santo.

Não existe Reflexão nesse nível sem entendimento da Palavra, sem o entendimento da Graça, Amor e Misericórdia de Deus.

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É HORA DAS VIRGENS DESPERTAR – O ESPOSO ESTÁ VINDO!

Por Pr Alex Oliveira

Você seria “Imprudente/Louco/Negligente” de ir Acampar no meio de uma Floresta sem os itens necessários, especialmente sem algum tipo de lanterna? Grosso modo falando, é exatamente o que muitos estão fazendo (espiritualmente) de acordo com a Parábola das 10 virgens.

Mateus 25:1-13

Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas [Imprudentes ou Negligentes]. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço [ou reconheço]. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir”.

Gostaria de trazer a representação dos principais elementos dessa parábola, e, também, lhes demonstrar algumas considerações, a fim de que vocês Captem a importância da exortação nessa mensagem de Jesus:

1º) “As dez virgens” (v 1) = São a representação de todas as Igrejas cristãs Locais que são compostas por todos os cristãos do mundo todo (Algumas dessas Igrejas e cristãos são prudentes; outras, porém, são imprudentes/negligentes).

2º) “As Lâmpadas” (v 1) = Era uma espécie de Lampião ou Lamparina antiga. Ela Simboliza o conhecimento da palavra de Deus conforme diz o salmista (Salmo 119:105). Porém, sabemos que só ter a lâmpada/conhecimento da Palavra não basta. É necessário que ela esteja acesa para iluminar. (Para que isso aconteça é necessário também o próximo elemento).

3º) Azeite [Reserva] (v 3) = É o combustível essencial que permite acender e manter acesa a luz/lamparina. Simboliza perfeitamente o entendimento ou discernimento proveniente da unção/capacitação do Espírito Santo. Vale lembrar que o azeite e a unção são representação do Espírito Santo (Isaías 11:2 / 1 Coríntios 12:8 / 1 João 2:27).         O que acontecer quando juntamos os dois elementos?

4º) Lâmpada + Azeite (v 4) = A junção e o resultado desses dois elementos demonstra a importância de se valorizar e trazer perto de si ambos, o azeite (entendimento/unção) e lâmpada/luz (A Palavra e o conhecimento dela) para que se cumpra o Objetivo de acesa a lâmpada, iluminar o caminho e esclarecer todas as coisas. O objetivo da lâmpada/palavra, que é iluminar, clarear o caminho, não se cumpre sem um desses elementos.

5º) “Tardando o esposo” (v 5) = Antes de tudo, vale ressaltar o aviso do apóstolo Pedro em 2 Pedro 3:9 (“… Não quer que nenhum se perca…”). Este elemento da Parábola somando ao item anterior, nos mostra que, justamente por não saber ao certo quando se daria a vinda do esposo, todos (as) deveriam agir com prudência mantendo uma reserva do combustível, entretanto, só algumas o fizeram. Parece nítido que a imprudência das “loucas” e a grande dose de confiança (talvez até arrogância) delas, levaram-nas a presumir que o esposo iria chegar antes da meia-noite e assim não se importaram em levar uma reserva.

Como podemos criar uma “reserva de azeite/óleo”? Primeiro, devemos todos os dias criar essa reserva; segundo, devemos manter o estudo/meditação da Palavra de Deus e a busca por sabedoria/entendimento e dependência do Espírito Santo até que nos encontremos com o “esposo”.

6º) “À meia noite…” (v 6) = Tendo em vista o contexto da parábola, que indica o esposo como sendo Jesus em seu retorno para buscar a noiva (a Igreja), podemos entender essa expressão como sendo a série de eventos informados em Mateus 24 e 25, em cujo momento se dá o aviso: “o esposo está vindo”, e que de fato culminam com o seu aparecimento!

7) “Dai-nos do vosso azeite” (v 8) = Cabe-nos dizer que a atitude das “prudentes” de não compartilharem o seu azeite naquele momento não era uma questão de egoísmo, primeiro porque o momento era crucial e corria-se o risco (como se pôde verificar ao final) de todas ficarem sem “luz”, sem poder ir de encontro ao noivo. Segundo, o contexto geral do Novo Testamento nos mostra que as decisões e escolhas referentes a Salvação é individual. As prudentes escolheram ser prudentes; as imprudentes escolheram ser negligentes.

É típico dos imprudentes/negligentes não prestarem atenção ou não se importarem com as coisas mais importantes. No caso daquelas cinco, não se importaram com o Azeite (O Espírito Santo, sua Unção, seu Discernimento).

8) “… E as que estavam preparadas” (v 10) = De acordo com o entendimento dessa parábola, “Estar preparado” é ser prudente, precavido, vigilante, sensível. Não importa o quanto você esteve pronto e preparado no passado, mas, o quanto se está pronto e preparado hoje; ou pelo menos no momento exato do aparecimento do esposo!

9) “Não vos conheço [reconheço]…” (v 12) = Tendo em vista tudo o que foi falado, Jesus nos dá a entender que quem não tem a sua lâmpada acesa, permanece no escuro, e no escuro ninguém pode ser reconhecido! Quem não for conhecido ou reconhecido não entrará para as Bodas do Cordeiro!

A suma dessa Parábola é: “A negligencia sempre custa caro”. A Palavra de Deus, o conhecimento, o entendimento, o discernimento dela; e a unção, a presença do Espírito Santo são as coisas mais preciosas e importantes para iluminar o seu caminho até se encontrar com o Esposo!

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Mais do que Juntos, Unidos!

Por Pr Alex Oliveira

Hoje quero trazer uma reflexão com base em um dos Salmos que eu mais aprecio! Este Salmo por si só, sem explanação alguma, nos mostra a beleza poética; reflexões e conclusões tremendas deste livro.

Se possível, abra sua bíblia e medite comigo no Salmo 124.

Para além da beleza poética, o que mais gostaria de chamar a sua atenção é para uma das coisas, implícita no texto, mais fundamentais para um Povo que se chama de DEUS: “O senso de União e Unidade”.

No referido texto o salmista utiliza algumas expressões que denotam o que acabei de dizer: “esteve ao nosso lado… contra nós… Nos teriam engolido vivos… sobre nós… nossa alma… que não nos deu… a nossa alma escapou… nós escapamos… o nosso socorro”…

Através dessas expressões o salmista ressalta, em primeiro lugar, a importância do resgate da Memória do que o Senhor fez ao seu povo, no passado! Certamente que encomendamos nosso futuro com base no conhecimento, experiências e ensinamentos do passado. Em segundo lugar, o salmista faz questão de destacar a fundamental experiência do “coletivo”, não do “eu” ou do “indivíduo”. Ele dá importância a experiência de uma verdadeira e profunda Fé coletiva. (Para o Judeu o sentido de Fé coletiva é mais profundo do que apenas crer… eles o traduzem como Emunah, palavra hebraica, que denota: Fidelidade, Firmeza, Constância, lealdade, honestidade, Agir de tal maneira que inspire confiança. Percebam que essas palavras denotam/refletem (o deveriam) os valores e prática do Povo de Deus).

E essa é uma das principais características do Povo Hebreu/Judeu: A força do Amor, da Fé e da Aliança da sua Comunidade. Em cinco mil anos (de acordo com o calendário Judaico) de história desse Povo podemos constatar, pelos escritos sagrados e pela História, os desafios, dificuldades, perseguições, tentativas de extermínio a que eles foram submetidos (não uma vez, mas, diversas); e, apesar de tudo, nada foi capaz de acabar com esse povo!

Eu realmente acredito que “não há nada que se possa fazer contra um povo unido, determinado em uma Aliança, numa EMUNAH. E Satanás sabe bem disso!

E é exatamente por saber isso que, atualmente, como ação direta dele, percebemos a divisão, desunião, a Polarização, e o agravamento cada vez maior de tudo isso, entre os homens. Penso que essas coisas encontram lugar, quanto mais a Iniquidade se multiplica e a Fé e o Amor de quase todos se esfriam (Mateus 24:13).

Nós, a Igreja de Cristo, devemos aprender com o Povo Judeu e a Igreja Primitiva nessa questão… Realmente deveríamos urgentemente nos preocupar em como traremos essa Emunah, essa Unidade no amor, na fé e na aliança entre nós e Deus.

– Só assim suportaremos firmes os desafios desses dias e dos que estão porvir!

– Só assim findaremos de pé a tarefa/responsabilidade que ainda pesa sobre nós cristãos

– Só assim compreenderemos que esse é o caminho que nos leva a vitória, por Cristo Jesus!

 

Que Deus nos dê uma nova visão e ilumine o coração de todos os cristãos quanto a isso!

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